Mulheres notáveis que ficaram de fora dos livros de história
Elas contribuíram com atos importantes para a história do mundo, fomentando a justiça, difusão do conhecimento, paz e o entendimento entre as raças
A história mundial foi constituída por personagens que deram muito de si. Dentre esses personagens, algumas mulheres se destacam pelo desprendimento e defesa das causas.
Porém, nem todas elas foram lembradas, dada a importância dos atos em defesa de um elo comum.
Conheça algumas dessas mulheres que, talvez, você nem tenha ouvido falar, mas que contribuíram com atos importantes para a história do mundo, fomentando a justiça, difusão do conhecimento, paz e o entendimento entre as raças.

foto: reprodução/ site nytimes.com
Sybil Ludington (1761-1839)
O que chama atenção em Sybil Ludington é a pouca idade. Com 16 anos de idade, ela já lutava pelo bem estar comum. Isso porque, ela foi a responsável por alertar a milícia colonial norte americana sobre um ataque britânico. Isso se deu com a invasão das tropas britânicas a cidade de Danbury, Connecticut, em 1777.
Já passava das 21h da noite quando Ludington monteou o seu cavalo e percorreu 64 quilômetros para alertar combatentes dispersos e exortá-los a se reunir na casa da família Ludington sob o comando de seu pai.
O esforço de Ludington valeu a pena, tanto que as forças revolucionárias conseguiram repelir os britânicos de Danbury. Mais tarde, o esforço da garota foi reconhecido, tanto que ela recebeu agradecimento pessoal do presidente George Washington.
Elizabeth Jennings (1830-1901)
O reconhecimento de Elizabeth Jennings vem pela luta em prol do direito de tomar assento no transporte público. Aos 24 anos, Jennings desafiou a segregação na cidade de Nova York, sendo inclusive, retirada a força do veículo e empurrada para a rua pelo condutor e por um policial.
Revoltada com o ocorrido, Jennings não fechou os olhos para o acontecido. Ela descreveu tudo o que passou em uma carta, endereçada ao jornal New York Tribune.
A publicação alcançou tamanha repercussão, que a cidadã ainda venceu um processo que aplicou sobre a Third Avenue Railway Company, empresa responsável pela administração dos bondes da época, sendo indenizada com US$ 225 dólares.
Devido ao acontecido, as linhas de bonde de Nova York abriram precedente para que fossem integradas em 1860.
Ida Wells (1862 – 1931)
Aos 25 anos de idade, a escritora e ativista dos direitos civis, Ida Wells foi responsável pelo lançamento dos primeiros motes para o que, mais tarde, viria a se tornar uma campanha pública contra a injustiça.
O caso se deu depois que ela entrou com uma ação contra a Chesapeake & Ohio Railroad Company, depois de ser retirada a força de um assento que se recusou a desocupar para que um passageiro branco sentasse.
Apesar de ter saído como vencedora da causa, a decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal do Tennessee.
Com isso, Wells passou a denunciar a injustiça, a violência e discriminação contra os negros no sul dos EUA.
A luta encabeçada por ela não parou por aí. Mais tarde ela mudou-se para Chicago e, por lá, deu sequência à defesa dos seus ideais contra o sufrágio feminino.
No ano de 1930, Wells se candidatou a senadora do seu estado. Aparecendo como uma das primeiras mulheres a concorrer a um cargo público nos Estados Unidos.
Marie Stopes (1880 – 1958)
O que fez Marie Stopes ganhar destaque entre a comunidade científica da época foi a publicação do primeiro estudo científico sobre as plantas, no ano de 1903.
Ela foi intitulada como a maior especialista na área, lecionou na Universidade de Manchester até 1910 e popularizou a vida fóssil vegetal com o livro “Ancient plants”, em 1910.
Além disso, Stopes criou a terminologia científica e o esquema de classificação para o carvão que permanece em uso até hoje.
Ela também aparece como co-fundadora da primeira clínica de controle de natalidade da Grã-Bretanha (1921) e como mediadora de discussões sobre saúde reprodutiva, contracepção e parceria igualitária entre os sexos no casamento.
Clara Maass (1876 – 1901)
Na área da saúde, Clara Maass se destacou na guerra hispano-americana, atendendo soldados com doenças graves, a exemplo da malária, febre amarela e dengue. No ano de 1901, se ofereceu para integrar comissão de investigação sobre transmissão da febre amarela.
Sua participação na investigação veio com a candidatura para ser usada como cobaia humana, permitindo ser picada por mosquitos que se alimentavam de pacientes de febre amarela. Ela contraiu febre amarela e se recuperou.
Porém, pela segunda vez, voluntariou-se para o mesmo experimento, a fim de que a comissão reunisse mais informações sobre a doença.
Dessa vez, tornou-se vítima fatal da febre amarela. Pela divulgação ampla das causas da morte, os experimentos envolvendo humanos acabaram.
Wangari Maathai (1940-2011)
Por defender ideias como democracia e sustentabilidade no Quência, na África, Wangari Maathai foi a primeira africana a ganhar o prêmio Nobel da Paz.
Ela foi a grande responsável pela fundação do Movimento Cinturão Verde, que objetivava o uso consciente das árvores para evitar a erosão do solo e atender as necessidades humanas.
Maathai foi responsável por mobilizar mulheres para combater o desmatamento, acarretando no plantio de mais de 51 milhões de árvores apenas no Quênia, segundo informações do Movimento Cinturão Verde.
Todo esse envolvimento com a natureza veio desde a formação de Maathai, já que ela era pós graduada em biologia, aparecendo como a primeira mulher a conseguir este nível de graduação na África Oriental e Central.
No ano de 2002, ela foi eleita para o parlamento do país com 98% dos votos.
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